José Craveirinha nasceu na então Lourenço Marques, a 28 de Maio de 1922 e faleceu a 6 de Fevereiro de 2003. usou nomes literários de: Abílio Cossa, J. C., J. Cravo, José Cravo, Mário Vieira, Nuno Pessoa.
Funcionário público, atleta, cronista desportivo e jornalista, durante muitos anos, nos jornais “O Brado Africano”, “notícias”, “A Tribuna”. O primeiro jornalista não-branco de Moçambique a ser sindicalizado.
Presidente da Assembleia-geral da Associação Africana. Figura tutelar da poesia moçambicana e um dos grandes poetas de África e da língua portuguesa.
Foi preso duas vezes por actividades políticas, a última das quais de 1965 à 1969. Após a Independência, exerceu cargos directivos e de representação de Moçambique como Vce-Administrador da Imprensa Nacional.
Eleito membro permanente do júri do Prémio Lótus. Primeiro Presidente da Assembleia-geral da AEMO. vice-presidente do Fundo Bibliográfico da Lígua Portuguesa. Presidente da Assembleia-geral da Associação Moçambicana de Língua Portuguesa (AMOLP).
A sua obra recebeu vários galardões, nomeadamente Prémio Alexandre Dáskalos, Prémio Cidade de Lourenço Marques, Prémio Reinaldo Ferreira, Prémio Ensaio da Cidade da Beira, Prémio Nacional de Poesia de Itália, Medalha de Ouro da Cidade de Bréscia, Prémio Lotus, Prémio Camões e Prémio Voz de África.
Tem publicados os livros: Chigubo, 1964; Cântico a un dio di Catrame, 1966; Karingana wa Karingana, 1974, Cela 1, 1980; Maria, 1988; Hamina e Outros Contos, 1997, Babalaze das Hienas, 1997.
Traduzido em várias línguas, Francês, Inglês, Italiano, Alemão, Russo, etc.
Incluído em numerosas antologias de poesia africana de língua portuguesa. |