A ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOÇAMBICANOS foi fundada a 31 de Agosto de 1982, numa Conferência em que estiveram presentes os escritores Luís Bernardo Honwana, Marcelino dos Santos, José Craveirinha, Orlando Mendes, Fernando Ganhão, Sérgio Vieira, Rui Nogar e outros intelectuais como Aquino de Bragança e Carlos Cardoso.
Aquando da sua formação, eram objectivos da AEMO:
- Congregar, representar e defender os interesses dos escritores moçambicanos;
- Divulgar e preservar o património literário moçambicano;
- Estimular o gosto pela criação literária e o exercício da sua produção;
- Expandir a sua actividade a todas províncias;
- Desenvolver actividade editorial através da publicação de obras literárias;
- Defender os direitos de autor dos seus membros;
- Contribuir para melhorar as condições de trabalho dos produtores filiados `a Associação;
- Estimular os jovens a iniciarem-se na arte literária através de acções específicas;
- Editar o periódico oficial da Associação, especializado na divulgação, pesquisa e crítica literária e outros assuntos de carácter sócio-cultural;
- Realizar encontros com organizações e personalidades nacionais ou estrangeiras para promoção da actividade literária;
- Realizar congressos, exposições bibliográficas, campanhas de divulgação do livro;
- Incentivar círculos de leitores;
- Colaborar em iniciativas que concorram para a expansão do hábito de leitura e democratização do acesso ao livro;
- Instituir prémios literários;
- Estabelecer acordos com organizações similares doutros países ou de nível internacional;
- Efectuar a filiação da Associação em organizações internacionais que prossigam objectivos de paz e progresso para os povos, particularmente no campo da literatura e cultura;
- Nomear representantes no estrangeiro.
A história dos primeiros 25 anos da AEMO foi marcada pela convivência entre escritores de gerações diferentes. Por um lado tem-se a Geração de 50 que, após a criação da Associação, é quem se encarrega dos destinos da casa. Entretanto, a partir do segundo secretariado, é nítida a integração dos então jovens da Geração Charrua, movimento literário fundado em 1984 e que marca a viragem no panorama literário moçambicano. A Charrua (nome da revista fundada pelos então jovens) traz consigo uma nova proposta literária, alheia `a Literatura que foi produzida nos anos após a Independência Nacional. Testemunham esta integração ou passagem de testemunho as presenças dos charrueiros Juvenal Bucuane, Eduardo White, Ungulani Ba Ka Khosa, Armando Artur e Pedro Chissano nos Corpos Directivos da Segunda Direcção da AEMO.
A constituição dos Corpos Directivos da Terceira Direcção da AEMO (1990-1992) é marcada pela passagem dos destinos da AEMO `as mãos dos charrueiros. Entretanto, a integração dos charrueiros continua, casos de Helder Muteia, Marcelo Panguana e Suleiman Cassamo. A Charrua estará `a frente dos destinos da AEMO até 2007, confiando, ela também, os destinos da AEMO ao actual secretariado. Importa salientar que já no “último mandato” da Geração Charrua assiste-se a integração de uma nova geração de escritores, escritores estes sempre acarinhados pelos charrueiros, o Movimento Oásis, representado pelos escritores Aurélio Furdela e Sangare Okapi.
Estes escritores e um tereceiro do Movimento Oásis, Domi Chirongo, integram o actual Secretariado.
Uma síntese do historial da AEMO destes primeiros 25 anos permite, pois, destacar o engajamento de homens e mulheres que, quer actuando como pessoas colectivas quer como indivíduos, fundamentalmente deram de si para a afirmação dos escritores moçambicanos nacional e internacionalmente.
Neste primeiros 25 anos da AEMO, particular destaque vai para o papel de figuras do panorama literário moçambicano que em muito contribuíram para a projecção tanto da instituição como de escritores moçambicanos além fronteiras. Destaque-se, antes de mais, o papel chave do escritor moçambicano Luís Bernardo Honwana, na altura Chefe do Gabinete do Presidente da República, do saudoso Presidente Samora Machel, e mais tarde Secretário do Estado da Cultura, que chefiou a Comissão Instaladora da AEMO. Destaque-se igualmente o papel do Presidente Samora Machel ao ceder a instalação da sede da AEMO.
A AEMO, ao longo destes 25, procurou seguir os objectivos pelos quais foi criada. Efectivamente, esteve na vanguarda do surgimento de novos escritores; ao longo do país, dinamizou a criação literária, ao mesmo tempo que abraçava a causa da criação do gosto pela leitura. Promoveu palestras, debates e saraus culturais, contribuindo deste modo para um contacto estreito entre os escritores e a sociedade em geral.
Constituem o novo secretariado da Associação dos Escritores Moçambicanos os senhores seguintes: Jorge de Oliveira, Armando Artur, Aurélio Furdela, Sangare Okapi, Domi Chirongo e Manecas Cândido.
- Jorge de Oliveira: Secretário-Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos.
- Carlos Paradona: Secretário-Geral Adjunto.
- Armando Artur: Presidente da Mesa da Assembleia Geral.
- Marcelo Panguana: Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral.
- Aurélio Furdela: Vogal para a área editorial.
- Sangare Okapi: Vogal para a área de programas.
- Domi Chirongo: Vogal para Relações Internacionais.
- Manecas Cândido: Secretário da Mesa da Assembleia Geral.
- Suleiman Cassamo: Presidente do Conselho Fiscal.
- Márcia dos Santos: Relatora.
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